Encontro com Elas recebe Araccy Bonner

Servidora pública cabo-verdiana relatou a sua vinda à Conquista e o seu trabalho como servidora pública

Foto: Rebeca Liz

A edição do Encontro com Elas desta quarta-feira (8) recebeu a cabo-verdiana naturalizada brasileira, especialista em educação e ciências políticas, Araccy Bonner. A entrevista abordou a atuação de Araccy como servidora pública na educação especial em Vitória da Conquista e as suas origens no país localizado em um arquipélago na costa noroeste da África.

Cabo Verde tem como uma de suas características a combinação das culturas portuguesa e africana. Ele é formado por dez ilhas, sendo nove delas habitadas. Segundo Araccy, é um país com poucos recursos naturais, mas com uma população determinada e batalhadora. Cabo Verde possui entre 530 e 560 mil habitantes e a maior parte da população mora na ilha de Santiago, onde situa-se a capital Praia, cidade mais populosa do país. Estima-se que 1,5 milhão de cabo-verdianos vivem fora do arquipélago.

“O povo cabo-verdiano é muito estudioso. Eu já era formada em gestão bancária, fui bancária em Cabo Verde e quando eu vou para os Estados Unidos, eu começo do zero, mas com o sonho eu queria poder ter experiências em outras culturas e também por uma questão pessoal. [...] Quando eu vou para os Estados Unidos eu me vejo descobrindo culturas, descobrindo oportunidades e foi aí que eu entendi que cor da pele, gênero, local onde você nasceu, não determina as oportunidades que você tem na vida”, explicou Araccy.

Sobre o seu trabalho voltado para a educação especial, a servidora pública destacou as Salas de Recursos Multifuncionais (SRM), que atendem alunos com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em um horário de contraturno, ou seja, contrário ao que eles estudam. O atendimento é individualizado e direcionado para tratar o aluno dentro de suas diferenças e necessidades específicas, para garantir a equidade e a autonomia do mesmo.

“Hoje poder dar minha contribuição no município que eu amo, que é terra do meu marido e poder estar na educação especial, me traz uma conexão com a minha própria história. De quanto o acolhimento é importante. Inclusive, eu fui muito bem recebida, muito bem acolhida aqui por vocês, pela Rebeca, enfim. E na educação especial, poder ter esse olhar, essa empatia muito além do que diz o diploma legal, porque a lei diz que precisa ter essa inserção, esse olhar mais amoroso, mais especializado com esse público-alvo. [...] Nós, profissionais do atendimento especializado, nós sempre estamos do lado com muita técnica, menos julgamento”, comentou.

Confira o Encontro com Elas com Araccy Bonner:

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