UP Notícias especial do Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo entrevista Aline Bispo, Juliana Medrado e Carla Simões
Campanha em 2026 tem como tema
Carla Simões, mãe atípica. Foto: Ane Xavier
Nesta quinta-feira (2), o UP Notícias temático do Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo entrevistou a neuropsicóloga, Aline Bispo, a enfermeira psiquiátrica, Juliana Medrado, e a jornalista e mãe atípica, Carla Simões. A data do dia 2 de abril foi instituída pela Organização das Nações Unidas em 2007 e visa difundir informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A campanha de conscientização sobre o autismo em 2026 tem como tema "Autonomia se constrói com apoio". Aline Bispo destacou a importância da caminhada de conscientização, que acontece no domingo (12) com saída no GBarbosa em direção ao Boulevard Shopping, a partir das 9h. “Então, o meu pedido é esse mesmo, que todos venham juntos conosco a participar dessa caminhada, a ir em busca de informação para que diminua o preconceito”, convidou.
A enfermeira psiquiátrica explicou sobre os receios e medos que o diagnóstico do espectro autista nos filhos e o papel da enfermagem psiquiátrica no acolhimento familiar e comentou sobre a diferença entre crise de sobrecarga sensorial e o que é comumente chamado de “birra”. “Sendo criança autista no dia a gente ainda é criança, ainda vai existir birra. Então, se você tá no meio da rua e aquela criança queria muito uma bola que está pendurada e ela não pode ter aquela bola, ela começa a te jogar no chão e você pega aquela bola e dá para a criança e a criança parou. Era uma birra. Porque uma crise é muito mais complexa”, comparou a enfermeira.
Por outro lado, Carla Simões relatou a sua experiência como mãe atípica. Carla descreveu que descobriu a suspeita do diagnóstico de TEA em sua filha quando ela tinha um ano e oito meses e o diagnóstico foi fechado aos dois anos e três meses e o tratamento precoce fez toda a diferença na adaptação ao transtorno. “Mari começou muito cedo. Com 1 ano e 8 meses ela já estava na fono. Então isso fez um diferencial muito grande para ela, né? Então, ela começou a fazer terapia muito cedo, isso fez um diferencial”, detalhou a mãe atípica.
Confira a entrevista completa: