Subtenente Muniz denuncia supostos crimes ocorridos na Case
Vereador destacou relatos de funcionários e ex-funcionários da instituição que denunciaram crimes dentro da comunidade socioeducativa
Foto: Allan Victor
Nesta terça-feira (31), o UP Notícias entrevistou o vereador Subtenente Muniz (PDT), que comentou sobre as denúncias que ele recebeu de funcionários e ex-funcionários da Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case). Segundo o vereador, as denúncias incluem a saída de internos perigosos para passeios públicos, resultando em fugas, e relatos de assédio moral, violência e intolerância religiosa por parte da gestão da instituição.
De acordo com o vereador, a Case de Vitória da Conquista, comporta 90 internos e possui apenas nove socioeducadores. “Ela teria que ter pelo menos 30, né? A média normal seriam 30, então já está errado. Ela é uma organização administrada por uma empresa particular, uma empresa privada, uma terceirizada. Essa empresa tem o nome de Ginso, quem administra é o proprietário, o senhor Javier, que inclusive eu fui informado pelos funcionários que ele está aqui na cidade, ele é espanhol”, explicou o vereador.
Conforme Subtenente Muniz, as denúncias vieram de 12 a 15 pessoas, entre funcionários e ex-funcionários. Entre as denúncias, o vereador destacou a fuga de um interno da instituição no último Natal. O vereador comentou que os socioeducadores levaram os menores para prestigiarem o Natal Conquista de Luz, na Praça Tancredo Neves, entretanto, um dos meninos fugiu e o caso foi acobertado. Segundo Muniz, o caso foi uma “rebelião na cidade de Vitória da Conquista” e não poderia ser abafado.
Dentre outros supostos crimes que o vereador detalhou, estão dois casos de violência. Um dos socioeducadores denunciou que foi agredido na última semana por um menor infrator e outro contou que, no dia da rebelião, um dos socioeducadores ficou preso no banheiro e menores do lado de fora tentaram atear fogo no funcionário com álcool. “Não atearam fogo simplesmente por não terem conseguido o fósforo, ou isqueiro, ou qualquer coisa que gerasse o fogo. Mas essa pessoa, imagine o psicológico dessa pessoa”, acrescentou.
Confira a entrevista completa com Subtenente Muniz: